"Como funcionava a democracia soviética nos anos 30"

 "Como funcionava a democracia soviética nos anos 30"



(...) Em Dezembro de 1936, o Partido Comunista devia realizar as eleições anuais dos seus dirigentes. Até ali, as candidaturas e eleições para cargos partidários tinham sido sempre feitas abertamente. Mas devido a esta prática havia membros que se sentiam muitas vezes constrangidos em expressar a sua oposição a certas figuras poderosas dos comitês executivos, com receio de represálias. O Comitê Central decidiu então submeter toda a direção a um teste para saber se os seus membros tinham realmente a aceitação das bases. Aqueles que realizavam um serviço público útil seriam provavelmente reeleitos, enquanto outros, que estavam simplesmente agarrados a uma sinecura e a um lugar de poder, dificilmente manteriam os seus cargos. Com este fim foi introduzido o voto secreto. Os resultados foram surpreendentes. Em algumas organizações distritais do partido, direções inteiras foram varridas das suas funções.


Noutras houve uma sanção severa à direção através de um forte voto de oposição, embora, no seu conjunto, a direção nacional do partido tenha recebido um retumbante apoio. O partido sentiu-se fortemente revigorado pelos novos quadros eleitos e pelo afastamento daqueles que se tinham tornado burocratas empedernidos e já não eram bem-vistos em cargos de direção.


Desde a implantação do poder soviético que a luta contra a burocracia constituía uma das principais tarefas assumidas pelos dirigentes mais responsáveis. O nepotismo, o favoritismo e as práticas de grupos fraccionistas tinham criado uma situação malsã: quando alguém chegava a um posto de responsabilidade, na indústria ou serviço do Estado, trazia imediatamente como adjuntos todas as pessoas que, por uma razão ou outra, favorecia, e colocava-as nos melhores postos sob a sua dependência. Com frequência estas pessoas não eram qualificadas e mesmo quando o eram o sentimento de que tinham um protetor levava-as a tornarem-se preguiçosas e burocráticas. Além disso, estes dirigentes tinham tendência para aumentar o pessoal acima das necessidades da empresa, fosse porque queriam "cuidar" de todos os seus amigos, fosse porque sentiam que quantas mais pessoas estivessem sob o seu controle, maior era a sua influência. O problema tornou-se de tal modo sério que o governo adotou medidas que começaram a ser aplicadas em 1935. Em dada altura surgiu uma grave penúria de braços para a colheita. Em contrapartida estimava-se que havia pelo menos 25 mil funcionários públicos em Moscou que não eram absolutamente necessários para assegurar o normal funcionamento da economia do país. Depois de uma campanha educativa, cada instituição do Estado recebeu simplesmente uma quota de trabalhadores que teria de destinar ao trabalho agrícola. Após uma seleção adequada, 25 mil funcionários foram transferidos de Moscou para os locais de produção.


A batalha para manter o país nos eixos, contra a paralisia crescente (que, por um lado, a oposição tentava deliberadamente apresentar e, por outro, a simples existência da burocracia tinha tendência a provocar), foi travada com particular severidade nas eleições gerais, realizadas em Dezembro de 1935, para o Congresso dos Sovietes da URSS(1), que precedeu à aprovação da nova Constituição [em Dezembro de 1936].


A observação de perto destas eleições impressionou-me, uma vez que, em todas as discussões sobre a democracia soviética e na sua comparação com as práticas democráticas noutros países, raramente se obtinha uma imagem do funcionamento dos canais da expressão democrática do povo no novo processo eleitoral. Vendo isto a três mil milhas de distância, pareceria que havia um boletim de voto e que ao povo era dada a possibilidade de votar «sim» ou «não». Isso era de facto verdade nas eleições nazistas, mas constituía uma imagem completamente falsa no que respeita à União Soviética.


Para começar, na União Soviética, a política e as eleições não são deveres especiais de um partido político. Se não compreendermos este facto essencial, tudo o resto será provavelmente confuso. As escolhas para cargos públicos não são feitas apenas por um partido político. É certo que o partido comunista apresenta muitos candidatos, mas também os sindicatos indicam candidatos independentes para cargos políticos, tal como as cooperativas, as organizações culturais, as academias científicas, as organizações de juventude, as organizações de mulheres e quaisquer outras instituições ou organizações que o desejem. Em suma, as nomeações para cargos públicos, que no nosso país emanam unicamente dos partidos políticos, na União Soviética emanam de todas as organizações populares possíveis.


A segunda coisa que se tem de compreender a respeito das eleições soviéticas, e que lhes confere a sua qualidade democrática especial, é o facto de o momento decisivo da seleção dos candidatos não está na votação final, mas no processo de apuramento das candidaturas.


Tive o privilégio de observar do princípio ao fim as candidaturas e as eleições na zona em que vivi e trabalhei. A eleição específica a que me refiro foi para os delegados ao Congresso dos Sovietes da URSS, que equivale à eleição dos membros para a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos em Washington. Cada instituição da circunscrição eleitoral em que residi e trabalhei realizou as suas reuniões para a apresentação de candidatos. Houve reuniões nas fábricas. A Universidade de Moscou que se situava nesta circunscrição realizou a sua reunião. O pessoal da Grande Biblioteca Lenin reuniu-se para designar candidatos. Também o fizeram todas as associações cooperativas de lojas comerciais da zona, os sindicatos, o partido comunista, as organizações de juventude, etc.


Em cada reunião era proposto um grande número de candidatos. O procedimento de cada candidato consistia em levantar-se, apresentar uma breve biografia e as razões pelas quais considerava que a sua candidatura deveria ser ou não aceite. A recusa por parte do nomeado era vista como uma falta de responsabilidade cívica. Se considerava que não devia ser eleito, tinha o dever de subir ao palanque, apresentar a sua breve biografia e explicar porque é que a sua nomeação não devia ser aceite. Este processo durou duas semanas inteiras. Algumas organizações reuniam-se todas as noites durante este período para examinar milhares de candidaturas. Cada candidato tinha de se submeter às perguntas da assembleia. No final, um ou mais candidatos eram propostos para representar toda a circunscrição, com indicação do organismo que os tinha escolhido.


Para além da propor os seus candidatos, cada grupo elegeu um determinado número de delegados, numa base de representação proporcional, à conferência congressual da circunscrição. Os trabalhos desta conferência duraram também cerca de duas semanas. As candidaturas foram apresentadas a este órgão. Seguiu-se o mesmo procedimento. Cada candidato foi examinado, confrontaram-se as respectivas qualificações com as dos restantes candidatos e finalmente as propostas foram colocadas à votação dos delegados para uma seleção final.


Com frequência este órgão aprovava não um mas dois, três ou mesmo mais candidatos. Depois deste meticuloso processo de apuramento, os candidatos eram submetidos ao eleitorado para uma votação final. E assim, o eleitorado escolhia por maioria de votos um dos candidatos que representaria a circunscrição no Congresso dos Sovietes da URSS. Por aqui se pode ver que, longe carecer de democracia, este é um processo muito democrático, uma vez que dá às pessoas comuns a possibilidade de participar de forma muito direta na escolha dos candidatos, e nós sabemos pelo nosso próprio sistema eleitoral que, em última análise, a escolha do candidato é o aspecto crítico de qualquer eleição.


Nas eleições de que fui testemunha vi candidatos a serem «passados pelo crivo» de uma maneira que seria muito benéfica se fosse aplicada no nosso país. As suas contribuições e participação nas atividades sociais, o seu interesse pelos assuntos públicos, o seu historial de serviços prestados desinteressadamente, os seus estudos, educação e grau de aproveitamento em termos de progresso pessoal e de benefício para a sociedade – tudo passava pelo crivo. Um indivíduo com má conduta pessoal e moral que se apresentasse como candidato era logo confrontado em plena assembleia pelos vizinhos e colegas de trabalho que o conheciam bem. Em certos aspectos assemelhava-se à nossa «Reunião de Cidade»(2) da Nova Inglaterra, aplicada à colossal escala nacional, num sufrágio que envolvia 170 milhões de pessoas. É deste processo que provém o incentivo à participação e empenhamento social e o interesse das pessoas pelos assuntos públicos em todo o país.


Nestas eleições, por exemplo, cerca de metade dos membros do Congresso dos Sovietes da URSS não foram reeleitos. Muitas figuras gradas bem instaladas, incluindo numerosos membros do partido comunista, ficaram surpreendidas quando no final das eleições se viram rejeitadas, enquanto muitas outras pessoas, que nem sequer eram membros do partido comunista e que nunca tinham pensado em cargos políticos, mas que haviam prestado grandes serviços à causa pública, com verdadeira devoção pelas pessoas, nas suas profissões ou ocupações, ou nalguma organização de voluntariado, viram-se membros do órgão supremo de poder da URSS, o novo Congresso dos Sovietes da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Este é um novo tipo de democracia e eu diria que os serve muito bem.


Cada geração tem de estar vigilante em relação às suas próprias liberdades. Ninguém pode garantir as liberdades das gerações vindouras. As liberdades conquistadas podem voltar a perder-se. Por conseguinte, a mera organização eleitoral mecânica não é em si uma garantia para sempre de que as liberdades do povo serão salvaguardadas, mas, na medida em que é possível orientar uma qualquer estrutura política para dar a melhor resposta aos anseios e necessidades das pessoas, eu diria que a União Soviética tem feito grandes progressos nessa direção.


Mas mesmo a União Soviética, como constantemente nos recordavam, não é uma entidade isolada vivendo no vácuo, ela faz parte do mundo real. A Europa Ocidental e a Ásia estavam em efervescência com as primeiras batalhas da II Guerra Mundial. Havia coisas a fazer para ajudar o povo espanhol sitiado, havia ainda o movimento clandestino nos países dominados pelos nazistas, a organização de movimentos de frente popular contra os nazistas nos países democráticos e o crescimento das forças antijaponesas na China.


O meu interesse primordial era obviamente os Estados Unidos. Mas os Estados Unidos também não vivem como uma entidade isolada, no vácuo, e o futuro do nosso país decidia-se em grande medida na Europa e na Ásia. Como milhares de outros americanos decidi dar uma ajuda lá onde pudesse ser útil. Tive sorte de poder fazer uma escolha quase livre.


NOTAS

(1) Trata-se das eleições para o VIII Congresso Extraordinário dos Sovietes da URSS, que teve lugar em Moscovo entre 25 de Novembro e 5 de Dezembro de 1936 e aprovou por unanimidade o projecto de Constituição da URSS. Nos trabalhos participaram 2016 delegados (419 mulheres) com voto deliberativo, dos quais 42 por cento eram operários, 40 por cento camponeses e 18 por cento empregados; os membros do partido comunista representavam 72 por cento, sendo 28 por cento dos delegados sem partido. Estiveram presentes delegados de 63 nacionalidades. (N. Ed.)


(2) No original: New England Town Meeting. A «Reunião de Cidade» é uma forma de governo local em alguns estados dos EUA. Surgiu na região da Nova Inglaterra ainda nos tempos coloniais, sendo adoptada no século XIX noutras regiões do país. (N. Ed.)


excerto das Memórias de Sam Darcy, dirigente do Partido Comunista dos EUA

Traduzido pelos camaradas portugueses do site Para a História do Socialismo

A NOVA NATO E LATINOAMÉRICA

 


 

Este próximo 27 de xulho ás 19:30h. Con Iñaki Gil de San Vicente.  Vigo. Galiza. ás 19:30h

POLA REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA. É HORA!

 


POLA REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA

Desde o PCPG, saudamos a todos/as que se manifestan neste novo Dia nacional da Patria Galega.
Hoxe, xunto coa parte máis conscente do povo galego reivindicamos o noso direito a autogovernarnos e organizarm
os a nosa vida e o noso futuro como povo totalmente soberano.
Un ano máis demandamos algo que repetimos ano após ano desde as nosas limitadas e coutadas posibilidades informativas, algo que aínda repetido e reiterado non perdeu nen caducará até que conquerilo: o irrenunciabel direito democrático de autodeterminación, que en palabras de Lenine ou de Cónnolly, Fidel ou Ho Chi Minh é única e exclusivamente o dereito de independencia nacional en irmandade internacionalista con todos os povos do mundo, en primeiro lugar cos países do noso entorno de luita de clases, cultural, lingüístico e tradicional máis próximo (o da Lusofonía, digámolo abertamente).
Condenamos todo aquilo que nos aldraxa, que nos nega ou se opón secularmente o exercicio das nosas irrenunciábeis liberdades e dereitos nacionais, populares, progresivos e de clase.
Repudiamos con máis determinación que nunca un réxime cada vez máis alheo ao noso povo e a todos os valores democráticos, ese rexime monárquico imposto polo fascismo que subordina a nosa vida e porvir aos propósitos dos que se amparan nel, dos que se benefician destruindo os nosos medios de vida tradicional, noutrora abondosos de fartura comunal e do noso agro e mar, dos que nos expulsa ás cheas.
Erguémonos indignados contra esa "realidade" que nos proscribe e relega, porque Galiza é umha terra rica en recursos naturais e humanos, privada de producir para os seus propios habitantes e na que, por culpa diso, existe un mar de desemprego, prestacións de miseria, salarios e pensións inferiores ao promedio do Estado EspaÑol ao tempo que, ainda agora, centos de miles de mozos/as galegos/as tenhen que emigrar, para despois atopar os peores trabalhos e os salarios máis baixos.
Rexeitamos as políticas asimilistas que atacan sen piedade a nosa lingua nacional e proletaria e marxina a nosa cultura popular mentres que, desde o seu desdén neo-colonialista, chovinista e imperialista, infiltra e difunde entre a mocidade e o noso povo traballador a “inutilidade da nosa lingua, a falacia do bilingüismo e a especie mentireira da chamada cultura "común".
Condenamos os séculos de dominación imperialista e a tirania expoliadora que padecemos e esiximos liberdade e respecto para todos e todas os que loitan e se rebelan, para todos e todas aqueles/as que son maltratados ou mesmo son presos ou desterrados nos cárceres dun Estado corrupto e infame do reino de espaÑa que é, en si mesmo, cárcere de nacións e de povos.
Denunciamos e desenmascaramos aos paladins deste réxime, aos seus medios e plumíferos (posfranquistas e "demócratas de toda la vida") que coa complicidade duns novos autonomistas ben instalados manipulan e xustifican con todo tipo de mentiras. Son os mesmos que defendían hai pouco menos de 4 décadas o direito de Autodeterminación que desautorizan agora; os mesmos que, con descaro e impudicia criminalizan hoxe a súa simples mención propagando que no noso pais se teñen acadado cotas de autogoberno ("autónomo", claro está) seica nunca vistas, eses que se darán incienso, uns aos outros, na catedral Compostelana.
Mergullados no cinismo e a ignorancia que sementan non se decatan que do seo do povo xorden colectivos que organizan a rebeldía popular e de clase, mozos e mozas insurxentes, homes e mulleres dignos e lúcidos que non dimiten nin se resignan; obreiros e obreiras de enorme xenerosidade capaces para organizaren resistencias e combates contra a explotación capitalista ou submisión e decaemento nacional; contra a inxustiza social, contra o deterioro ambiental e contra a represión en todas as súas formas; contra as guerras imperialistas da OTAN e a UE, a barbarie imperialista e o ascenso, nunca visto nos últimos 75 anos, do nazi-fascismo que nos queren imponher as bestas da nova orde que sonhan con instaurar contra a humanidade.
É-nos grato ver ducias de miles de manifestantes saindo ás rúas do noso país para berrar que Galiza non se Vende!. Miles e miles de de persoas dignas de toda condición; traballadores e traballadoras galegos que se erguen en todo o país contra os plans destructivos que promove o grande capital por medio de celulosas que encheron de eucaliptos e lumes pavorosos a nosa terra, muinhos eólicos que non precisamos que rouban montes e mares, e impeden o porvir territorios; miles que luitan contra as privatizacións, a precariedade e inseguranza laboral, contra a represión e persecución da disidencia (especialmente a comunista e a independentista) e a violación de direitos políticos e sociais ou contra suba dos prezos. Son sinais inconfundibeis de que o povo galego traballador, a clase obreira e a súa mocidade luitan en defensa da Terra e contra do seu sometemento secular, combaten contra a explotación de clase e a opresión nacional a mans de corporacións expoliadoras do capitalismo transnacional.
Sabemos que o noso futuro inmediato baixo a súa dominación e despotismo capitalista e imperialista será de máis explotación e inxustiza social envolveito en todo tipo de sutilezas: Máis explotación e precariedade, máis destrución do territorio, menos servizos de transporte, menos sanidade, máis depauperización e máis ataques ao idioma, máis agresións á identidade e cultura nacional milenaria, a nosa, por ser a do povo traballador.
Porén estamos aquí, non nos importan nen impresionan os seus cantos de serea, as súas ameazas nen as súas reviravoltas e atavíos. Inspíranos a clarividencia e firmeza dos que combateron e loitan, daqueles que foron ou son paradigma de servizo á causa do noso povo trabalhador. Como dicia tamén algún dos nosos clásicos, "A AUTODETERMINACIÓN É CATEGORICAMENTE A ESENCIA DA LOITA DE CLASES NAS NACIÓNS SEN ESTADO", porque só "tomando control" dos seus recursos e do seu territorio pode o povo traballador galego avanzar cara súa emancipación, só facendo iso poderá comezar a construír unha sociedade de igualdade e xustiza social avanzada, o socialismo!.
O Partido Comunista do Povo Galego, como parte deste combate, noso desde o primeiro momento, apoiamos esta causa de todo corazón e apelamos ao noso povo traballador a sumarse decididamente a ela. Alén máis, no noso partido consideramos que temos que impulsar a luita consecuente, erguer a UNIDADE DE CLASE, pola base, por riba de siglas, por dereitos sociais e salários dignos. Impónse a REBELIÓN contra este rexime capitalista de corrupta “democracia” burguesa, rebelión na que toda a clase, incluída a luita das mulheres trabalhadoras, a metade do povo e da nosa clase, serán imprescindíbeis e terán o papel fundamental.
Hai 91 anos que a clase obreira en alianza cos labregos e con outros sectores sociais progresivos se mobilizaron por extensas comarcas do país e proclamaron a República Galega, episodio que por certo, axudamos decisivamente a resgatar muitas décadas despois (a primeiros anos 90) desde o noso partido.
Hai 50 anos que a nosa heroica clase obreira de Ferrol e Vigo, dirixida por consecuentes e probados dirixentes da clase obreira (algúns dos cuais nos agasalharon coa súa camaradería partidaria) se ergueron lúcida e coraxosamente, durante meses, contra o capital e o oprobio fascista. Estamos orgulhosos deles e delas!.
Aqueles episodios convertéronse en fitos que nos marcaron até o dia de hoxe, exemplos imborrabeis da luita de clases vitoriosa que tería que seguir a ser bandeira. Vidas de abnegación e impagábeis sacrificios, persecución e sangue pola causa do noso povo, traxectorias vitais pouco ou nada agradecidas e sobre todo tristemente esquencidas.
Desde o noso nacemento, hai ducias e ducias de anos (máis de 40), os comunistas galegos do PCPG sempre erguemos esses referentes, esas bandeiras de emancipación social e nacional. Referentes dos que consideramos clave elevar o nivel de unidade pola base, da clase obreira e todo o povo trabalhador, fronte á traizón e o seitarismo, pulando pola combatividade e consciencia política e ideolóxica e procurando compartir e aprender deste caminho, en primeiro lugar con todos os luitadores e luitadoras comunistas que son guieiro de práctica real e consecuente, sempre modesta e alonxada de todo seitarismo, da impaciencia, do expontaneismo e de todo suxectivismo ou engreimento ridículo, por muito que se adorne con efeitos "especiais” e daquilo do que temos fuxido sempre, os contoneos propios da pequena burguesía.
Neste país, aquí e agora, é preciso bourar arreo polos proxectos afirmados na verdade histórica da luita de clases, apostando con solidariedade e fraternidade, con audacia, intelixencia e lucidez por vieiros máis que trilhados de ensinanzas entre as que está a inexcusábel unidade que nos demanda o povo trabalhador; coa orientación do caminho verificado por aqueles camaradas que nos precederon e que nós reivindicamos tamén hoxe, con mesmas ou parecidas palabras de orde:
POLA REPÚBLICA SOCIALISTA GALEGA!.
ALTO AO IMPERIALISMO E O FASCISMO!
O POVO É QUEN MÁIS ORDENA!.
 
25 de xulho de 2022.
Partido Comunista do Povo Galego

Aviso aos nosos leitores sobre as contas desactivadas ou desaparecidas do "PCPG"

Nota do PCPG para os nosos amigos e amigas, para todos os seus seguidores no Facebook, para quen ande por esta rede insocial e anticomunista.

No pasado día 27 de maio foron inactivadas ou talvez desaparecidas (aínda non sabemos con certeza) 2* contas do Partido Comunista do Povo Galego (PCPG) sendo a 3a. vez que isto acontece desde 2010 en que o noso partido se dera de alta no Facebook-.

É tamén a 3a. vez que isto ocorre sen que nos dean explicacións e nen sequer respondan ás nosas demandas de devolución da abondosa información gráfica, fotográfica ou escrita, que diga o que diga Fachabook, consideramos propia.

O PCPG naceu formalmente en 1984, ten 38 anos e 5 meses oficiais desde que está na rúa e outros 4 de trabalho previo militante e organizado desde a acción combinada de varios destacamentos comunistas que trabalharon daquela para fundado e impulsalo.

O PCPG é pois resultado de máis de 42 anos de trabalho militante de obreiros revolucionarios de todas as idades, entre os que contamos e tamén lembramos e honramos con emoción e orgulho a activistas e heroicos cuadros dirixentes históricos nos durísimos anos da clandestinidade fascista.

Dun tempo a esta parte, percibimos unha serie de manobras deste os aparellos legais deste réxime e, tamén, accións miserábeis e fraccionistas de extranhos "aliados" orquestradas e dirixidas contra o noso partido, utilizando estas redes e outros 'conductos'.

Non resulta fácil o noso trabalho, nunca o foi para ningunha organización combativa, revolucionaria, antiburguesa, de clase e é por iso que continuamos o noso caminho e trataremos de ser sempre o mesmo partido que recuperou, ergueu e afortalou con práctica e principios organizativos propios o caminho da luta do noso povo trabalhador e a recomposicion da súa unidade militante, cando outros retrocedían ao liquidacionismo e á vía do oportunismo sistémico ou do radicalismo "estético" pequeno burgués, abandonando as bandeiras do marxismo e do leninismo, do comunismo, do internacionalismo proletario e da nosa soberanía e independencia de clase e nacional.

Será talvez por isto que o fachabook nos proscribiu 3 veces nos últimos 12 anos e que algúns filisteos e falsos "amigos" queren que desaparezamos?.

Que pouco conhecen aos comunistas!

*As dúas contas desactivadas ou desaparecidas son "PCPG" e 'Comunistas do Povo Galego".


POLA FIN DO BLOQUEO A CUBA. POLO CESAMENTO DO ASÉDIO E A MENTIRA MEDIÁTICA CONTRA A REVOLUCIÓN CUBANA.

 O Partido Comunista do Povo Galego - PCPG - que é parte do movemento galego e mundial de solidariedade con #Cuba desde o mesmo momento do noso nacemento, denunciamos a campanha que intensifica o criminal bloqueo norteamericano, rexeitado pola esmagadora maioría dos países do mundo e esiximos o fin desta covarde manobra contra #CubaSocialista, enésimo intento de desestablización imperialista da Revolución Cubana. 

En nome de elementais principios solidarios do Internacionalismo Proletario e sendo parte da vangarda do Povo Galego Trabalhador, manifestámonos:
- Pola FIN DO ASEDIO TERRORISTA en forma de recrudecemento do bloqueo criminal económico, financeiro e comercial decretado polos EUA contra a Ilha Caribenha desde hai 60 anos, para o que apelamos á máis ampla solidariedade co seu heroico povo e coa súa Revolución. 
-Polo CESAMENTO DA MANIPULACIÓN E A MENTIRA MEDIÁTICA contra o exemplar e fraterno povo Cuba que é o máis solidario que existe e que existiu na historia da humanidade. 
-Pola condena dos PLANS XENOCIDAS DO IMPERIO, para o que chamamos a mobilizarnos, mesmo na rúa, esixindo a eliminación do #Bloqueo e o respeto polo caminho dos cubanos e cubanas, escolhido e reafirmado soberanamente durante máis de 60 anos como proxecto social mil veces máis humano que o de calquera sociedade capitalista existente. 
 
 
Galiza, 13 de xulho de 2021.
 

1 de Maio contra o capital. Solidariedade de clase e greve xeral

1 de Maio contra o capital e a reacción. Solidariedade de clase.
Polos nosos Dereitos laborais e sociais arrebatados!, a combater contra a opresión da patronal e o grande capital!
Greve Xeral!.
Soberanía Nacional, para que nos devolvan o roubado!
132 anos despois, esas palabras de orde continúan a ter validez e profunda actualidade, como vemos nas mobilizacións que se convocaron no noso país e dunha a outra parte do globo.
Loitar contra o saqueo organizado polo grande grande capital mundial e tamén combater con todas as nosas forzas os seus horrendos crimes contra a humanidade é hoxe, como daquela, unha necesidade perentoria en todo o mundo capitalista.
Combater na defensa das liberdades ameazadas polo ascenso do feixismo e a profunda corrupción política e moral que produce constantemente este sistema irracional, que está detrás da crise pavorosa na que el mesmo está mergulhado, é unha obriga da clase obreira, da humanidade progresista e de todos os povos.
Hoxe o noso reto é organizarnaos melhor e á ofensiva contra a agresión imperialista global que este rexime de opresión impulsa por toda a parte, co obxecto de asegurarse o control do mundo, dos seus recursos naturais e consolidar os seu domínio xeo-estratéxico total.
Neste 1 de maio e desde este 1 de maio chamamos a apoiar todas as manifestacións convocadas polo sindicalismo de clase galego neste dia do internacionalismo proletario e nas que se van organizar para a Greve Xeral de Xunho.
Combater na defensa das liberdades ameazadas polo ascenso da reacción feixista, imperialista e a opresión do capital.
Participarmos masivamente nas mobilizacións e accións de clase, de xeito combativo e solidario como historicamente tiveron sempre estas convocatorias.
Hoxe, coma onte e manhá:
VIVA O INTERNACIONALISMO PROLETÁRIO!!
Viva a soberanía de todos os povos!.
Avante a República Galega Ceive e Socialista!

NA MEMORIA DO CAMARADA BENITO MORAIS MARTÍNEZ.



O día 13 de xaneiro deste ano de 2017 faleceu Benito Morais, de Tui, un camarada importante na vida do activo militante do PCPG, do que foi imprescindíbel para a súa fundación e desenvolvemento desde 1983 e dirixente en algúns momentos. 

Benito Morais Martínez, naceu en Camposancos - A Guarda e tinha 94 anos.

Desde aquí expresamos a nosa condolencia a todos os seus seres queridos, en especial ás súas filhas e filhos.

Deixamos dúas resenhas sobre el e a súa posición militante, realizadas polos camaradas Ernesto Cañedo Sainz e Xosé Collazo Castro


BENITO MORAIS MARTINEZ
[Ernesto Cañedo Sainz]

Cando coñecín a Benito eu apenas sabía o que era traballar por un mundo mais xusto, e menos o que era o socialismo nin o comunismo. E non tan só pola miña xuventude senon tamén por que non imaxinaba nin de lonxe o que estes camaradas pasaron.
O do fascismos.., o do franquismo... un non chegaba a comprender como as miserias humanas poden chegar a tales extremos. Nin comprendía daquela como unha persoa podía pasar toda unha vida loitando por unha causa.
Pero coñecer a Benito Morais e escoitalo, compartir momentos da vida, foi todo unha honra.
Comprendín como se entregaba no seu traballo, como delineante, como creador, como mestre de obra. Facíao coa mesma entrega como na loita dos dereitos das persoas.
Moitas veces comentábame que tiña que realizar obras para os fascistas, pero como el dicía, consolábao pensar que obriga de ter que facer cousas, compensábase por que cando os obreiros sexamos donos da terra mereceremos herdar esas cousas boas.
Benito Morais Martinez, naceu alá polo ano 1923 na fermosa vila mariñeira de Camposancos, da Guarda, lugar de represión franquista, igual que Tui cidade onde viviu os seus derradeiros anos.
O camiñar nos recordos doíalle especialmente, aínda que consideraba que un pobo está na obriga de recordar a súa historia.
Realmente un pode pensar que esta xente, que estes camaradas.., pasar polo que eles pasaron, sufrir todo tipo de humillacións, torturas, cadeas..., coñecer a execución dos seus camaradas... teñen que estar forxados doutra maneira ca nosa, con outro coiro, e así demostroumo.
A guerra sorprendeuno con 13 ou 14 anos en Madrid, internado nun colexio de curas. O seu compromiso e a súa fuxida custoulle, despois de que o apresaran os falanxistas dándolle paus a eito. Condenárono a 7 brutais anos de cadea. Non foi a súa primeira prisión, andando o tempo (20 anos despois) foi novamente encarcerado.
A súa formación política forxase nos cárceres nas que estivo, onde escoita falar do Manifesto, e de Lenin.. e aprende que é o socialismo que é o comunismo dende Madrid, pasando por Palos da Fronteira, Burgos.., coincide que o xefe da prisión era da súa terra o que lle sirve para que lle conceda ir ao centro de estudos onde os presos políticos imparten clases aos mozos. Benito dicía que había un grao de cultura moi alto. A camaradería e a unidade que tiñan nos cárceres permitíalles dalgunha maneira manterse vivos.
Lembrábame Benito, cun sorriso, que cando decidiron facer folga de fame en protesta para reivindicar melloras carcerarias, poñíanlle de comer potaxe de garavanzos, e cando metían o cullerón para servir soamente saía auga, nin un só garavanzo, “e nós, atreviámonos a facer folga de fame!”.
Sabes?, dicíame, “duroume moitos anos a fame psicolóxica.., era coma se nunca estivese satisfeito”.
Obrigáronlle a facer o servizo militar nun batallón disciplinario.., “que contar de todo isto?”, dicíame, cun rostro que expresaba claramente o que tivo que pasar.
Desenvolveu a súa militancia comunista no PCE e PCG, ata o seu ingreso na reorganización de militantes comunistas no ano 1983 que, no ano 1984 ergueron o PC (“pcpunto”), convertido ao pouco tempo até hoxe no Partido Comunista do Povo Galego.
Asociado ao sindicato CNT, con moita forza no baixo Miño de entón e despois a CCOO.
Como persoa loitadora sempre tivo militancia, desde a clandestinidade, e unha actividade importante nos movementos sociais, montando as primeiras asociacións de veciños nas que foi presidente. Corresponsal dalgún que outro diario, facendo escritos e artigos durante moitos anos.
Realmente a loita de Benito Morais, así como a de moitos camaradas que compartiron loitas e penurias, pode encher páxinas enteiras. Podería escribir moito sobre o que el me contou nos paseos matinais que dabamos nos domingos.
Pero eu quero destacar, co permiso do camarada ausente, que me aprendeu a dicir o que pensaba.. é humano e senta ben. E tamén a condición humana que este camarada sempre tivo ao longo da súa vida, que non sempre lle puxo o seu mellor sorriso, pero aínda así soubo manterse, loitar e compartir. Hai que ter amor e beleza de principios no que se fai e no que se cre, forxalo como el o fixo.

Grazas polo teu exemplo.  [Ernesto Cañedo Sainz]


BENITO MORAIS MARTÍNEZ, DE QUEN TIVEN O PRACER DE APRENDER
[Xosé Collazo Castro]

Coido que foi a mediados de 1982 cando conhecín a Benito Morais. Eu chegara a Tui en 1981, para incorporarme ao daquela Instituto de FP, no meu segundo ano de trabalho no ensino.
Corrían tempos de reorganización de imprescindíbeis ferramentas transformadoras e de mobilización pola paz anti-imperialista e a solidariedade entre os povos. Por todo o noso país se construían plataformas anti-OTAN, nun momento no que muitos víamos claro que as promesas e compromisos electorais do PSOE non se ían cumplir e a fraude monstruosa do felipismo quería máis ben converternos nunha nova colonia da “guerra das galaxias” de Reagan.
A socialdemocracia hexemónica ia facer moi ben o seu papel, asignado desde Washington, na segunda etapa da instalación da monarquía juancarlista imposta por Franco, agora que o proxecto “centrista” dos sectores seica aperturistas do rexime perdían forza e lexitimidade ante as loitas do povo.. Pouco antes una parodia teatralizada de “golpe de estado”, comandada na sombra polo Borbón herdeiro do tirano felón puxo freo, e medo, a certas “veleidades” das varias socialdemocracias espanholas, coa intención evidente de encorsetar o proceso que se adivinaba despois das eleccións xerais de 1981.
No medio daquel panorama, colectivos de xentes honestas golpeadas polo sistema e tamén polos aparelhos dunha esquerda compracente e sedicente procurabamos saídas daquel marasmo, cada vez máis colectivamente, para acadar alternativas de reorganización. Alternativas necesarias contra os que traicionaran una loita heroica de 40 anos e funcionaban polos carreiros do oportunismo “eurocomunista” comandado polos Carrillos, “Gerardíns”, Gelucos & Co, etc.
Nese ambiente, luitadores que non estaban dispostos a transacionar nin transixir con esas pedras de muinho, comenzaron a reunirse para recuperar o que nos roubaran. Distintos colectivos e persoas criabamos comités e mesas de unidade e recuperación comunista, á par que pulabamos a luita entre os trabalhadores e trabalhadoras ou erguíamos Comités anti-OTAN, ou axudabamos a criar o alicerce do que despois sería a Asociación de Amizade Galego-Cubana “Francisco Villamil”, etc..
Foi aí onde, por convite do histórico Paco Comesaña, tomei contacto na súa casa con unha agrupación de comunistas do PCG, daquela comandada por Benito Morais Martínez, Ramón Fariña e o xa referido doutor Francisco Comesaña Rendo, entre outros. Na primeira reunión, observei enorme simpatía polas novas que eu lhes levaba por medio da propaganda que nos comités e mesas de unidade elaboramos e que, en esencia, se pronunciaba contra a liquidación eurocomunista e carrillista, pola recuperación dun partido de clase marxista-leninista, a amizade coa Unión Soviética e o Internacionalismo Proletario. 
Coido que foi Benito Morais o que máis expresivamente se identificou coa exposición, cando emocionadamente dixo máis ou menos: “*Tau!, iso é o que estaba agardando hai tempo, eu renego de Carrillo, son marxista-leninista e revolucionario prosoviético”.
Durante uns poucos meses seguímonos reunindo co obxectivo de erguer unha célula ben armada en Tui ao servizo dunha causa xeral cuxa bandeira erguían ducias de persoas comunistas na Galiza, en paralelo coa luita anti-OTAN e coas as luitas dos trabalhadores da comarca de Vigo e, lembro porque foi significativo, o nacemento da Asociación de Amizade Galego-Cubana “Francisco Villamil”, na que tres persoas de Tui fomos activos nos seus comenzos, especialmente o doutor Comesaña (membro da súa primeira directiva fundacional), a quen eu levaba e traía durante meses (coa companheira “Perla”) ás reunións fundacionais que se facían en Vigo.
A mediados e finais do ano 1983, o noso proceso de reagrupamento comunista ampliouse algo e tomou forma definitiva, comezando a dotarse dunha certa estrutura “de mando”. Por primeira vez despois do verán daquel ano foi convocada unha unha asemblea ampla no hotel México de Vigo, na que poderían participar camaradas de toda a provincia. A min encomendáranme  servir de “intermediario” na zona de Tui e Baixo Minho. Lembro que chamei telefónicamente a algúns camaradas e especialmente a Benito para convidalo a esa asemblea do hotel México e perguntoume: 
“Cantos somos?”. Eu respondinlhe: “Benito, non sei exactamente, coido que seremos poucos: “Uns 28 ou 29..”. Respondeume: “Está ben, comigo seremos 30”..
Esa asemblea (onde asistiu unha pequena parte do activo que despois serían reunións máis numerosas, con xentes procedentes e desvinculadas do PCG, PC (r), MCG, UPG, PTG, EG, Irmandade Galega, PCU, LCR e outros) causoulle unha profunda e agradábel impresión e alí mesmo foi designado, comigo tamén, como integrantes da nosa zona na Comisión de Unidade Comunista.
Despois, a mediados do ano 1984, tivemos que separarnos xeograficamente, por motivos do meu traslado de traballo a Vigo e Lalín e vinheron os 85, 86, etc... Congresos, asembleas e reunións periódicas da dirección “provincial” (daquela o órgao máis importante na Galiza, do que el fixo parte en distintos momentos) o ingreso de novos/as militantes, a eufória inicial dos éxitos das nosas convocatorias e actos (algúns verdadeiramente multitudinarios), o achegamento de simpatías de amplos sectores da esquerda combativa, mais tamén algúns sinsabores e tristuras e outras peripecias que non collen nun simples artigo rememorativo. Tempo teremos de falar máis disto...

-Benito Morais era así, foi sempre COMPROMETIDO ATÉ O FINAL DOS SEUS DÍAS coa causa do povo trabalhador, pola que deu canto puido.
-O camarada Benito Morais impulsou sempre a luita do povo alí onde estivo, fundamentalmente no movemento vecinhal, no que foi peza imprescindíbel.
-Tivo sempre un compromiso avanzado coas luitas da clase obreira, na CNT e en CC.OO, por un tempo, cando ese sindicato tinha posicións de loita de clase e orientación cara o socialismo..
-Estivo dúas veces no cárcere e pasou muitos anos de prisión nos peores tempos do fascismo franquista.
-Foi un excelente profesional do seu gremio, un competente mestre e xefe de obras, prestixiado e solicitado, mesmo despois de ser xubilado e un agudo e intelixente cronista e articulista en diversos medios.

Benito Morais foi, por cima de todo, un home íntegro, xeneroso, apaixonado no combate pola transformación da sociedade, transparente, leal...e convencido de que a conquista dunha sociedade máis xusta como a que defendemos pasa pola afirmación nos principios ideolóxicos e na disciplina organizativa dun partido da clase obreira coma o que nos legaron algúns clásicos.
A súa vida foi, unha grande lección de rectitude, verdade, coerencia e saber estar.
E agora seguirá como referente a seguir, coma outros/as camaradas que tamén nos deixaron nestes últimos 35 anos...Son dúas ducias xa aqueles que axudaron a por en pé o noso proxecto e non están fisicamente con nós, máis co seu exemplo e maxisterio estarán sempre na nosa beira até a conquista definitiva dun mundo melhor, sen desigualdade, muito máis fraterno e xusto.
Até sempre, querido mestre e camarada. *Tau por ti!!
Venceremos
-* “Tau”era unha expresión que usaba con frecuencia cando afirmaba con vehemencia as súas conviccións ou estaba plenamente identificado con algo. -
[Xosé Collazo Castro]

LIBERDADE PARA AS NOVE PERSOAS INDEPENDENTISTAS

NON Á CRIMINALIZACIÓN E REPRESIÓN DAS IDEAS.
Liberdade para as persoas independentistas detidas!
Un novo operativo policial realizouse contra un determinado número de persoas rebeldes da Nosa Terra, 9 dos cales foron levadas forzosas a Madrid, onde terán que declarar ante a "Audiencia Nacional Española".
Outra vez as detencións e persecución contra disidencia golpea Galiza e sabemos que o obxectivo non é unicamente o independentismo galego ou o colectivo ao que poidan pertencer.
Os que usaron o TOP ducias de anos atrás pretenden manter a súa dominación arrepiante, conservar os seus privilexios e coma en casos anteriores, atemorizar ou criminalizar, ponhendo en suspeita as ideas da insubmisión á súa orde tiránica, anatemizar as ideas de todos NÓS.
Son a nosa "negra sombra", a que deixan os mesmos abutres de sempre"
Denunciamos esta nova e delirante montaxe reaccionaria e esiximos a posta en liberdade de todas as persoas detidas, así coma deixar sen efecto a ilegalización da formación política Causa Galiza.
DENANTES MORT@S QUE ESCRAV@S!
30 de Outubro de 2015

Cté Nacional do PCPG

48 ANIVERSARIO DO ASASINATO DO COMANDANTE ERNESTO CHE GUEVARA



ESTÁS CON NÓS, AÍNDA ES O NOSO COMANDANTE

Hoxe 9 de Outubro cúmprense 48 anos do asasinato do Comandante CHE GUEVARA, por parte dos servizos secretos yanquis e dos seus cúmprices e lacaios gorilas que daquela tiranizaban Bolivia.
Agora máis que nunca é necesario seguir luitando e morrendo se é preciso polos ideais de xustiza e liberación que él defendeu. Os povos e trabalhadores/as neste día non podemos esquecer ao "guerrilheiro heroico" e por iso rendemos esta pequena homenaxe con este poema, muito tempo despois musicado por Luar na Lubre, dun dos nosos poetas nacionais galegos: Celso Emilio Ferreiro.

PANDEIRADA AO CHE

Dende o profundo da serra
polo ar un vento ven
un vento dun pensamento
que leva o teu nome Che.
Sen morte algunha que o pare,
morte que o poida conter,
corre libre pola xente
e leva o teu nome, Che.
Un vento coma unha estrela,
coma unha fouce de pé,
coma unha fouce afiada,
que leva o teu nome, Che.
Un vento cheo de ganas
de queimar e revolver,
un vento de lúa nova,
que leva o teu nome, Che.
O sangue que lle antecede
co que xurde detrás del
forma un feixe de rosas,
que leva o teu nome, Che.
E cando os nemigos fuxen
ou comezan a morrer
quen os abate é un vento
que leva o teu nome, Che.
E cando as sombras se alonxan
dándolle paso ao mencer,
a luz do dia é un vento
que leva o teu nome, Che.


[Celso Emilio Ferreiro]

27-S: Coa liberdade, apoiamos a Independencia de Catalunya e a candidatura das CUP-Crida Constituent

DECLARACIÓN CONXUNTA de solidariedade do Colectivo Nacionalista Marin, do Movemento Galego ao Socialismo e do Partido Comunista do Povo Galego sobre a situación en Cataluña e de apoio á candidatura CUP-Crida Constituent nas eleccións do vindeiro domingo

O Estado español, e o seu réxime ilexítimo, enfréntase a un desafío xigantesco e incontornábel no proceso de independencia aberto en Cataluña, que ten un novo paso nas eleccións plebiscitarias convocadas o 27 de setembro.
Este réxime, construído a partir da reforma ilexítima das estruturas franquistas hai catro décadas, tiña como obxectivos impedir a ruptura democrática para garantir a estabilidade da opresión nacional e a explotación capitalista na súa fase neoliberal e por medio de instrumentos como o Estado das Autonomías. No entanto, este sistema si afrontou importantes e significativas resistencias de sectores populares no Estado, en particular os movementos soberanistas e independentistas de esquerda, que aínda hoxe representan a principal ameaza para a súa supervivencia. A forza e constancia destes movementos contrasta coa cooptación das elites e a conformación dunha "esquerda" e sindicatos funcionais e imprescindíbeis, que ao longo das últimas décadas actuaron como baluarte do sistema, así como coa aparición recente de novas alternativas reformistas e rexeneracionistas, que pretenden substituir ou cooperar coas anteriores.
O exercicio da autodeterminación e a independencia son xa un obxectivo popular e inmediato no Principado de Catalunya. O desgaste da xestión institucional do sistema, prolongada durante 40 anos de autonomía, xunto co nivel de conciencia e a mobilización popular, e o impacto da crise na subxectividade, convertiron a independencia nunha auténtica alternativa de masas, que se vincula ineludibelmente a un proceso de democratización e conquista do poder popular.
É innegábel que a independencia do Principado representaría un paso adiante para as clases populares, para a vontade popular e para a xustiza social, e un golpe enorme para a oligarquía española, que enfrontaría a ruptura de estruturas de dominación e ocupación sostidas durante tres séculos en parte da nación catalá.
Todos os subterfuxios e excusas utilizadas para non respaldar a independencia só serven na práctica para contribuíren á continuidade do réxime español baseado na explotación e a dominación das nacións oprimidas, e para negar o dereito elemental e democrático á autodeterminación. O discurso do reformismo español, que pretende vincular o proceso independentista aos intereses particulares de sectores da mediana burguesía catalana, ligados a Convergència, só pode cualificarse de cínico. É certo que aproveita, deformándoa, unha parte da verdade nas dificultades e contradicións existentes.
De feito somos plenamente conscientes de que existen tanto bases como concepcións burguesas da independencia na Catalunya ­ao contrario do que acontece no noso país­ que pretenden encauzar o proceso, para manter os seus privilexios na medida do posíbel e desde dentro dun novo Estado. Son os mesmos sectores que devecen por manter a fidelidade ao capitalismo, á Unión Europea ou á OTAN, e que actúan de forma fantasiosa en grande medida, xa que dificilmente van asumir de forma plena as consecuencias do enfrontamento co Estado Español, e teñen tendencia a buscar novos pactos e falsas saídas, como xa demostran as numerosas vacilacións que alongaron excesivamente o proceso nos últimos anos. Mais o reduccionismo que equipara a independencia aos estreitos intereses de Convergência pretende ignorar que si existe un proxecto social na independencia que é propio das clases populares, que estas son as máis implicadas no proceso, e que este está dirixido cara a ruptura co marco sociopolítico e económico, de xeito que a independencia representará un avanzo extraordinario na democracia política e social, e conseguirase só desde a confrontación co Estado, danando con contundencia a oligarquía, que si está comprometida, sen ningún tipo de dúbida, co réxime imperante.
En realidade, a única estratexia verdadeiramente rupturista e alternativa, ante a que non caben neutralidades nin empates, é a independencia. O proceso avanzou por medio dunha inmensa mobilización popular e só poderá culminarse por medio da desobediencia civil e o enfrontamento co Estado español, que non é reformable. Posicionarse contra ela é obxectivamente poñerse da beira da oligarquía, cunha cumplicidade inadmisíbel co imperialismo.
O autonomismo e as vagas ofertas federalistas son camiños xa pechados. No entanto, somos tamén conscientes de que o Estado Español non vai tolerar democratica e pacificamente a independencia de ningunha nación. Por outra parte, é unha entelequia pensar que a plena soberanía é compatíbel co metabolismo do capital internacional e coas estruturas imperialistas máis importantes como a UE, de xeito que, aínda coa victoria independentista, tería que se iniciar un proceso constituínte dotado dun inmediato programa de transformación, enfrontado á continuidade da explotación, á perpetuación dos privilexios de novas elites económicas e á subsistencia das formas vellas de dominación no económico, no social e no político. Neste mesmo sentido, a construción dun novo Estado no Principat contribuiría a desenvolver máis a loita independentista e popular na maior parte da nación catalá, o resto de rexións históricas dos Països Catalans dominadas por España e Francia, que parten de diferentes niveis de conciencia política e dunha maior subordinación e identificación co marco autonomista, onde a loita nacional demostra a súa complexidade. Así, o movemento popular catalán vaise enfrontar nos próximos meses e anos a retos colosais no seu proceso de construción nacional, que precisarán da máxima solidariedade posíbel.
Ademais, somos conscientes de que a ruptura e a independencia no outro extremo da Península tamén contribuirá a abrir as portas da nosa propia liberdade, polo que traballamos sen descanso, do mesmo xeito que os avanzos do noso movemento ecoarán positivamente no resto de nacións do Estado.
En base a estas análises, e desde a nosa identificación e praxe como comunistas, independentistas e internacionalistas, queremos amosar o noso máis firme apoio á construción da República Catalana, así como o respaldo explícito á Candidatura de Unitat Popular­Crida Constituent nas eleccións plebiscitarias do 27 de setembro, como o instrumento máis útil para reforzar simultaneamente o poder popular e o proxecto independentista.
Apelamos expresamente aos milleiros de galegas e galegas que viven no Principado a votar pola CUP, reforzando á vez a alternativa independentista e o bloque popular, e a se implicar no proceso de construción dun novo marco sociopolítico ao servizo dos intereses populares, no camiño da ruptura coa ditadura do capital, coa Unión Europea e con todas as estruturas imperialistas. A liberdade haberá que gañala coa loita.
Na Galiza, a 22 de setembro de 2015
Colectivo Nacionalista de Marín
Movemento Galego ao Socialismo
Partido Comunista do Povo Galego

89 ANOS. PARABÉNS, FIDEL!

O 13 de agosto de 1926 nacia en Birán-Holguín, un libertador cubano de orixe galega que se chama Fidel Castro Ruz, o comandante dos pobres e dos povos rebeldes e anti-imperialistas do mundo. Felices 89 ANOS!. Parabéns!

Día da Patria 2015: "POLA UNIDADE. NADA PARA NÓS, TODO PARA O POVO GALEGO"

O Partido Comunista do Povo Galego (PCPG),chama a asistir á manifestación “POLA UNIDADE: A NACIÓN GALEGA” que vai ter lugar en Compostela neste Día da Patria.

Por primeira vez na nosa historia recente, unha soa convocatoria nacional reune na capital de Galiza, o 25 de Xullo de 2015, á imensa maioría das persoas e forzas políticas galegas nacionalistas, galeguistas, patrióticas e independentistas, no que constitúe sen dúbida o máis amplo e diverso abano que se manifesta para exercer a vontade política dun Povo que esixe respeito, xustiza e soberanía para a súa Nación, partindo do máis elementar dereito democrático que lle corresponde a se constituir en suxeito colectivo soberano de pleno e irrenunciábel dereito a se auto-governar.
Non é neste dia o momento proclamar “máximos” nin de esixir “mínimos” ideolóxicos de converxencia, nin de exacerbar particularismos que nos enfronten por migalhas partidarias, nin moito menos para esixir doutras forzas o que todos e cada un non somos quen de conseguir coa nosa praxe por separado.
Como é sabido no PCPG defendemos de sempre a máxima unidade de acción entre as forzas do povo e, mais concretamente, a necesidade de irmos avanzando cara a confuencia en convocatorias nacionais e reivindicativas particularmente importantes como esta. Nunca deixamos de pedilo; nunca puxemos obxeccións nin atrancos e nunca colocamos condicións excluintes de ningunha caste á tarefa máis axeitada ou acaída segundo as circunstancias e as posibilidades que se presentaran.
Felizmente esta iniciativa concretízase agora no chamamento-manifesto “Pola unidade” que nós consideramos apoiar sen ningún tipo de reticencia DENDE O PRIMEIRO MOMENTO e, xa que logo, apelamos a todos e todas as camaradas, a todas e todos os nosos amigos e amigas, a toda a nosa clase trabalhadora a participar con entusiasmo e xenerosidade.
Dende o PCPG, ao tempo que o celebramos, felicitamos publicamente ao colectivo de persoas independentes que promoveron esta manifestación histórica de unidade.
Asi mesmo saudamos a exemplar xenerosidade mostrada polo BNG que, como forza maioritaria e protagónica de todas as máis grandes mobilizacións que se tenhen dado durante ducias de anos, foi quen de renunciar á súa convocatoria tradicional para deixar que esta iniciativa no seo do Povo Galego conscente de seu tomara todo o protagonismo. 
O Partido Comunista do Povo Galego parabeniza por último a todas as organizacións políticas, sociais e culturais de todo tipo por facer posíbel coa súa entrega e patriotismo que esta grande manifestación pola Unidade da Nación Galega se concretice neste vindeiro 25 de Xullo.
Sair do modo da opresión a que nos someten, reconquistar dereitos e liberdades está ligado a recuperar o noso verdadeiro auto-governo como Povo. Mais a consecución diso, que identificamos como soberanía ou independencia non vai cair do ceo nin da concesión graciosa de governantes e institucións alleas que serven a un réxime xenéticamente expoliador, represor e imperialista, senón da nosa xenerosidade, da nosa UNIDADE, da nosa auto-organización e da nosa loita.

Viva a Unidade do Povo Galego
Viva Galiza Ceive e Socialista
Avante pola República Galega

Ver chamamento da Iniciativa: Pola Unidade: A nación Galega